geres-terras-bouro-portugalGerês é talvez um dos segredos da natureza mais bem guardados do norte de Portugal e dificilmente conseguimos ficar indiferentes à beleza da paisagem do Parque Nacional. A zona de Terras do Bouro foi desta vez o local escolhido para passar uns dias de descanso, antes de voltar à agitação e rotina. O propósito era mesmo descansar, ainda que em outras ocasiões já tenha visitado outras zona do parque e feito os trilhos, desta vez queria deixar esta parte de fora e conhecer também outros locais.


A viagem foi feita nas calmas, e tanto a ida como o regresso foi feito por Braga. Planeado o que queríamos visitar, optamos por ficar um pouco a 2/3 do caminho, em território português, onde alugamos um estúdio com piscina, mesmo antes de chegar ao centro da vila do Gerês. No primeiro dia, ainda tentamos ir visitar S. Bento da Porta Aberta no entanto, o local estava em festa e foi impossível encontrar local para estacionar pelo que acabamos por almoçar num local que parece afluir e ser bem conhecido ali da zona, O Pimpão. O resto do dia foi aproveitado na piscina já que estava bom tempo e temperaturas ainda de verão. Ao final da tarde, começou a escurecer resultando em trovoada e chuva mas sabem aqueles dias em que mesmo com chuva estão super quentes e abafados? Foi um desses e por isso acabamos por ainda continuar na piscina até a chuva ser mais forte e praticamente impossível de aguentar.

No dia seguinte, acordamos cedo e com pequeno almoço reforçado rumamos até ao outro lado da fronteira, a Espanha. Não posso deixar de mencionar a dificuldade das estradas, em especial do  lado português, com o piso em muito mau estado e sem zonas onde seja possível parar para uma eventual emergência (é fácil alguém com aquelas curvas sentir-se mal disposta...). Passamos à Portela do Homem mas apenas visualizamos da estrada, já que parar teria de ser mais à frente na zona da fronteira e o local já se encontrava repleto de carros que se iam amontoando para ir até lá. A seguir à fronteira paramos naquela que era a nossa primeira paragem do lado espanhol, Lobios. Este local parecia ser bastante conhecido, já que eram muitas as pessoas nesta zona termal. Com um relvado extenso, ali fica o género de um piscina de onde brota água quente (era impossível estar próxima da zona onde saía a água...) e mesmo ali ao lado,  o rio com água bem mais fresca.




Mas Lobios não era o nosso último destino nesse dia, pelo que continuamos para norte em direção a Os Baños, onde se situa Aquis Querquennis. O nome com um toque de latim não é por acaso... aqui há um povoamento e umas termas romanas, que estiveram povoados entre séc. I e séc. II. Acreditem, esta foi uma das razões porque quis visitar este local único. Quantos locais haverão assim no mundo, perguntava-me eu, onde passados tantos séculos continua a ser possível usufruir dele. Aqui a água é bem quente e diferente de "banheira para banheira" (nome carinhosamente dado por mim...😂). Em alguns locais era até possível ver algumas bolhas a brotar de entre as pedras pela água. O rio era logo ali à frente, onde havia quem não dispensasse do género de uma máscara de lama natural (e que eu não me atrevi!) nas suas margens. Este sim, parece um segredo ainda bem guardado, já que ao contrário das anteriores poucas eram as pessoas se viam naquele local.





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O último dia foi o escolhido para visitar S. Bento da Porta Aberta. A este local aflui muita gente, a prova disso foi tentar visitar no primeiro dia mas sem sucesso. Decidimos então voltar lá naquele que seria o último dia. Mais uma vez deste local é possível visualizar o rio ladeado pela montanha que resulta numa paisagem que torna esta zona única. Além disso é um local de culto para católicos e acaba por isso mesmo atrair muitas pessoas mesmo que seja só curiosos para visitar.















Algumas recomendações rápidas


  • Se não quiserem comer em restaurantes e preferirem fazer a vossa própria comida, tentem abastecer-se no caminho. Este é mesmo o local ideal para desligar e descansar. Por exemplo o supermercado mais próximo era o Pingo Doce que ficava a uns 11km dali. Ainda assim conseguimos encontrar mercearias e pequenos estabelecimentos na vila do Gerês.

  • Se levarem o carro, não se esqueçam de uma revisão rápida (pneus, travões, etc...). Garantam que tudo está a funcionar corretamente, pois há locais que mal passam dois carros e onde a rede móvel não existe sequer.

  • Cuidado com o combustível, garantam que tem o mínimo até chegar aos postos de abastecimento (tem alguns após atravessar a fronteira, onde o combustível é mais barato, mas não abundam).

  • Tenham em atenção a meteorologia. Esta visita foi feita no verão mas passamos por imensos locais com sinalização de neve, pelo que deverão ter em conta a época do ano que visitam e o estado do tempo.010