O que houve em 2020 e que devíamos não esquecer em 2021!

Uma retrospectiva sobre o que foi 2020 e que deveremos aplicar em 2021!

Feliz Ano 20212020 foi um ano e tanto! Chegando ao final de um ano tão atípico, as habituais resoluções são redefinidas, sem deixar o lado mais introspetivo do momento. O grande assunto do ano, foi sem dúvida um vírus que deixou todo o mundo à prova. Aquilo que antes era possível prever, com mais ou menos precisão através de modelos matemáticos, como por exemplo as previsões económicas, deixou de ser possível. É preciso recuar cerca de 100 anos para encontrar a situação que mais se assemelha, àquilo que se vive atualmente. Ainda assim vale o que vale, pois há 100 anos tudo era completamente diferente e não estavamos na era da globalização. Para o bem e para o mal, mas sobre isso não me irei alongar. Deixo alguns pontos que ocorreram neste 2020 e que certamente nos irão fazer pensar no futuro. 

1. Black Lives Matter e a luta pela igualdade 

Uma luta que nunca deve ser esquecida, ganhou mais voz e moveu mais justiça para que todos se lembrem que as vidas importam. Despoletado por um ato policial nos Estados Unidos, graças à força das redes sociais, o movimento rapidamente se alastrou a todo o mundo e Portugal, não foi excepção. Mesmo com a pandemia, não impediu de muitos se juntarem em manifestações, dando voz àqueles cuja palavra normalmente é abafada. Com ele, levantaram-se outras vozes de minoria, relatos na primeira pessoa de casos que precisam de ter voz. Muito caminho há para percorrer, mas que 2021 traga com ele mais consciencialização e respeito pelo próximo. 


2. Doença mental e que impacto tem na sociedade 

Com as regras de restrição complementadas com obrigações e deveres, levou a uma mudança na economia e no comportamento humano. Festivais cancelados, saídas à noite, tudo o que fosse lazer mais restrito aliado a uma crescente incerteza onde se inclui o desemprego, contribuiu para o surgimento e agravamento de doenças do foro mental. Doenças invisíveis, que não se vê sangue, não se vê hematomas, mas dói mais que muitas do género e faz sofrer de igual forma quem rodeia, ou então apenas é vivida em silêncio. É necessário dar e continuar a dar voz, estar alerta a quem nos rodeia e se necessário incentivar a procurar ajuda. Procurar um amigo, que até talvez não se vejam há muito mas que certamente sempre esteve lá, ajuda psicológica se tiverem possibilidade ou então linha de apoio ( a ARSNorte enviou algumas sms com o contacto de serviço de apoio com psicólogo das 8h às 20h nos dias úteis - 220411200). Não sendo profissional, mas sendo uma "estranha" podem enviar e-mail, ou mensagem nas redes e responderei assim que possível. Não estão sozinhos! 

3. Diminuição do ritmo de vida e impacto no ambiente 

Se dúvidas haviam, com a paragem forçada em diferentes pontos do planeta, foi possível ver os valores da poluição a regredir. Isto não é por acaso, e mostra que se o ritmo da vida diminuir e com pequenos gestos simples, é ainda possível garantir um futuro. Por exemplo, ao alternar horários e aumentar os postos de teletrabalho, ajudará a haver menos trânsito nas grandes cidades e consequentemente menos queima de combustível. Na verdade, muitos acabam por sair a ganhar com tudo isto, mas até que medidas reais sejam adoptadas podemos ir tomando pequenos passos. Afinal o ser humano, é um ser de hábitos.

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